sábado, dezembro 06, 2003

Já está de volta o estupor da chuva outra vez... bah!
Ou ninguém lê isto ou ninguém me curte. Não escrevem nada nos comentários que ainda me deram algum trabalho a pôr no blog... ;o( (pronto... assim talvez se sintam obrigados a escrever lol. Se quiserem não metam o mail, metam só o nome.)

Hoje fui ao C.C. Vasco da Gama. Estava apetrechado de gente, fico a bater mal com tanta gente, só me apetecia andar à porrada. Não me conseguia mexer... só para terem ideia do que eu passei, estava na Worten quando de repente se atravessou à minha frente uma daquelas empregadas de calças justinhas, tentei decorar-lhe a matrícula arredondada mas espetei-me contra uma máquina de lavar roupa... bolas! Para piorar a cena apareceu-me um empregado brasileiro com ar de panasca a perguntar se eu pretendia alguma informação. De certeza que devem estar a fazer uma reedição dos Apanhados... vou aparecer na televisão a fazer figuras tristes.

Tive mais uma semana atribulada. Na quinta feira fui para o escritório de um colega do meu pai para lhe escrever uma peça no computador. Era suposto às 11 horas estar despachado, mas por cada linha que escrevia tinha que voltar duas atrás para fazer alterações. Acabei era quase uma da manhã, já com os olhos queimados pelo monitor (devia ter o brilho e o contraste nos 99% "para se ver bem") e pego no meu casaco. Até aqui tudo normal não fosse o facto de ter sentido uma bola de pêlo eriçado que emitia um som parecido a uma panela de pressão, não fiquei todo traçado graças aos meus reflexos relâmpago. O raio do gato do homem aninhou-se no meu casaco a dormir e, como são os dois pretos, não vi o bichano e agarrei-o à confiança.


Também vi as notas de Electrónica 1... que bonito. Em quase 300 alunos (não sei ao certo mas deve rondar este número) que foram ao teste, apenas 29 (vinte e nove!) entregaram, mesmo assim houve 10 negativas... faço questão que vejam a Página de Electrónica 1 . Convém referenciar que quem entregasse o teste não podia ir a um dos exames, mas não foi por isso que só 29 entregaram, senão as salas não tinham enchido tanto, deveu-se ao facto que 10 valores serem de uma matéria dada (apenas dada e não exigida no exame) na disciplina precedente (nunca tinha aparecido aquilo em nenhum teste de EL1) e os outros 10 valores serem das últimas páginas da matéria, que até agora só sairam em exames. Que porra... E o prof., que por sinal é cara chapado do Júlio Isidro (quer dizer... tens uns toques! Nada se compara com o verdadeiro Júlio Isidro. O prof. é semi-marreco e tem uma careca no alto da "mona", ainda tenta arranhar umas piadas, mas não chega aos calcanhares de um Júlio Isisdro... este deve "comer" porrada da mulher e depois vinga-se nos alunos, alunos estes que lhe garatem o sustento dos filhos que por sinal também lhe devem malhar com uma sacra determinação seguros que apenas estão a praticar o Bem (não há nada pior que um teimoso com boas intensões), eu pelo menos se fosse filho dele arreava-lhe com fé e convicção), ainda a gozar-nos quando ia de sala em sala, "ao menos façam um exercíciozinho, já que não o fizeram antes". Não venham cá dizer que foi falta de estudo (cá para mim os professores também deviam ser avaliados, e serem renumerados conforme o seu "aproveitamento". Os testes/exames eram feitos por outro prof. e dependendo das notas o homem era avaliado. Assim já não davam aulas desinteressados e com a mania de chumbar como forma de dizer que são muito exigentes... já apanhei profs. exigentes no IST mas explicavam bem e tinham um método de avaliação adequado às suas aulas e passei com boa nota.). Já tinha estudado para aquilo e mesmo assim fiz um feito épico, fui para o IST estudar num fim de semana a saí de lá a horas por mim impensáveis há uns meses atrás. No Sábado foi até às 3 da manhã e no Domingo até às 4... fiz os exercícios quase todos do livro do livro (aquela matéria da disciplina precedente não está lá e a última de todas não cheguei convencido que estava que não iria valer muito) e pela primeira vez estava a perceber o que estava a fazer. Levámos aquilo mesmo a sério, os únicos momentos lúdicos foram o "mic" (seguranças do IST com walkie talkie's, este que vem sempre "falar" connosco é especialmente enervante, deve ser o "mic 666") que foi lá "implicar" connosco ("Há aqui alguém que não seja do Técnico..? Então vá... cartõezinhos em cima da mesa!". falta aqui muito texto, mas tem piada é imitar a voz dele) e uma outra vez que olhámos para a janela e vimos um carro da polícia a estragar a "freguesia" a uma meretriz que estava a "atacar" de carro.

Como estas "mulheres públicas" têm veículo próprio eu queria propor que se fizesse o "Rally Das Rameiras" como prova substituta do Rally de Portugal.
Devia ser giro ver os carros cheios de autocolantes de publicidade, "Português Suave", "Preservativos Dia", " Toalhetes de Limpeza Rio Bravo", etc...
Para provas podíamos ter por exemplo : Intendente --> Monsanto, Monsanto --> Elefante Branco, Elefante Branco --> Parque Eduardo VII entre vários (metam sugestões nos comentários, ouvi falar que há "percursos interessantes" no Norte). Também se poderiam incluir umas especias: Saldanha (qualquer ponto perto do IST) --> Pensão (com prova de "perícia") --> Saldanha, ou uma prova de "perseguição" (em que a concorrente tinha que seguir o carro do "cliente")

Também me lembrei que se podiam subdividir em grupos as concorrentes (se houver muitas inscrições). A dúvida está se esses grupos deviam ser organizados pela cilindrada/potência do carro como num rally normal, se pela "especialidade" da concorrente (estou mesmo com conversa nojenta... não sei porque estou para aqui virado hoje). Enfim... deixo ao vosso critério e criatividade o regulamento e calendário bem como outras "inovações".


Como hoje não estou com muita disposição e capacidade criadora para escrever é melhor parar, não vá estar a dar uma imagem não muito apurada da minha pessoa.

Em melhores tempos "postarei" melhores coisas.
Até lá vão escrevendo qualquer coisa nos "comentários", talvez me dêem um bocadinho de força criativa... :oP

terça-feira, dezembro 02, 2003

Esqueci-me de referenciar que é impossível contrariar a opinião de um baeta. Porquê? Porque coincide sempre com a altura em que ele nos encosta a navalha... para além de não conseguirmos falar, é sempre "chato" irritar um homem numa altura destas.

Também é de notar que cada pessoa que passa em frente à barbeeiria tem uma vida privada complicadíssima repleta de hábitos sinistros. "Lá vai a Dª Antonieta... se o marido, pobre alma, soubesse da missa a metade... esta, é que anda com o advogado ali de frente. Ah pois..."

Falhou-me igualmente referenciar que o homem que estava a dizer mal do pão pouco depois de ter entrado começou a gozar com os que foram assistir ao jogo do Sporting (embora eu seja do Benfica, os do Sporting são aqui da mesma zona e devíamos ser amigos): "Eu no sofá e a ver aqueles otários ao frio... grandes palhaços!". Pois... acontece que o baeta era um deles. Estava enterrado mas continuou a esgravatar: "Atenção... não era uma crítica! Eu costumo dizer que quem corre por gosto não cansa!"
Claro está que o baeta, profissional como é, esperou por homem se sentar na cadeira, mais propriamente pela parte da navalha para recapitular: "Se aquilo não era crítica era o quê? Pode-se saber? Com que então otários hein...? Não se mexa olhe que ainda o corto sem querer..."

Hoje, como não meti os pés na escola e no fim de semana fui para Almoster e não fiz nada! (acentuar o "nada") apenas me desliguei de tudo o que me possa preocupar/aborrecer, estou particularmente inspirado.
Conclusão: ESCOLA FAZ MAL ! ! !
Afinal enganei-me... é "vamos devagar que eu estou com pressa".
E quem vem com conversas para mostrar que é ele que manda e que está contra o "que se passa", é aquele tipo de cliente da antiga geração. Aquele que apanha as conversas a meio e manda os seus bitaites embora estes estejam completamente fora do contexto. Ora vejamos:

Baeta: A Dª Aldina é que está um bocado em baixo com o frio... parece um papo seco.

Cliente: pois é... o pão anda uma m3Rd4. Ainda no outro dia fui comprar um casqueiro ao (infelizmente não me lembro da localidade que de certo seria bastante exótica) que era um casa onde antigamente ia lá com o comprade Zé, você sabe quem é! Foi paquete na casa do sr. Cristovão, homem muito rico... eu sei o que fazia com um terço do dinheiro dele... e a mulher? (...) e ao abrir o pão ao meio aquilo desfez-se tudo. Não há direito! Quando quero comer pão, sim porque para mim pão só o é com qualidade, porque você sabe que eu só como comer de qualidade (repare-se na forma errada como transforma o verbo "comer" num substantivo, em vez de se usar o termo "comida") (...) tenho que ligar o forno até ele ficar quente, e que rico forno este que comprei na loja dos irmãos Matias, gastaram muito dinheirinho nas meninas da casa da Gina e (...) e quando ele está quente meto para lá o pão. Só assim consigo comer pão

Baeta: hum... pois....
(...)


Também re-ouvi a hitória da morte do Xico (dono de um restaurante que tinha fados há uns tempos), o homem que sofria do coração, que tinha o seu problema agravado por problemas recentes, casou-se com uma "rapariga" de 50 e poucos anos (para os seus 70 e qualquer coisa, é rapariga). Pois... "carninha" nova e estando a par do comprimido azul, lá convenceu a farmacêutica a vender-lhe Viagra. Aperar dos avisos dos amigos junto dos quais se vangloriava , "olha que isso faz-te mal ao coração..." -" Porra! Ao menos morro consolado!", padeceu após mês e meio de ginástica acrobática.


Bolas, agora sem cabelo tenho frio na cabeça... e estou cheio de comichões. Como me mexo pouco por causa do frio e o único movimento que faço é para me coçar pareço um desses distintos trabalhadores que nos ajudam a arrumar o automóvel e que, supostamente, zelam pela sua integridade...
Por falar em automóveis... o Delta HF relâmpago já voltou às estradas depois de uma pequena estadia no preparador técnico (mecânico). A peça (tubo que leva a refrigeração ao motor e a mais não sei aonde... para o tirar tem que se tirar quase o motor. Informação para os mais interessados ou seja só eu :oP) acabou por não vir de Itália mas está encomendada... porra! Tenho um popó que precisa de peças que vêm de Itália... como os Ferraris. :o)

Vou fingir que faço qualquer coisa para não me virem pedir favores... :o) estou a brincar! Estou sozinho em casa.
Estar sozinho em casa às vezes é mau porque se torna doentio para alguém com um bocado de imaginação. Experimentem ir para a casa de banho de luz apagada, apenas com o mínimo de luz para se conseguir distinguir o branco dos olhos. Olhem bastante sérios para vocês mesmos e tentem imaginar que a vossa imagem se mexeu, ou que vêm algum vulto atrás de vocês... que fixe!
Ou então, tal como estou a fazer neste momento, imaginem que está alguém atrás de vocês enquanto estão a escrever no computador. Ou metam múscia alta e convençam-se que ouviram qualquer coisa a cair na cozinha, desliguem a música e apreciem o inquietante silêncio imaginando que um gigante ser de cor pálida em que o pouco cabelo que tem escondido escondido por baixo do chapéu de homem do lixo, é seboso, com jardineiras de talhante, botas de borracha e que, de cutelo na mão, se aproxima lentamente para o massacre... uma vez quando faltou a luz e levei isto a sério, tive que ir passear porque não conseguia estar em casa, tal era a quantidade de personagens que nela habitavam.
Outra cena muito má que fiz quando era pequeno, andava na primária, foi estar em casa a fazer horas para ir à aula de piano, e estava a dar no canal 1 um documentário sobre os últimos canibais no Amazonas... aquilo sim era o néctar da adrenalina. Fartei-me de correr dentro de casa para ir buscar a mala e cheguei com meia hora de antecedência à aula. :o)

Enfim... invento tudo o que for preciso para não ter que estar a estudar! Desde fome a vontade de ir à casa de banho, a já bastante desvulgarizada sede e hoje foi postar duas vezes.

É melhor não escrever mais nada porque lembro-me sempre de qualquer coisa para acrescentar.

'jinhos e abraços.
Acabei por não escrever mais nada ontem...

Hoje vou ao baeta. Para além de ser o local onde se corta o cabelo, também é um centro noticioso e de informação regional. Dependendo da aparência do cliente a ser atendido, ouvem-se grandes palestras sobre assuntos muito variados: o baeta encarna comentadores desportivos (o seu modo de pensar é baseado no que ouve aos Domingos de manhã na "reunião" à porta do estádio do seu clube. Para prevenir a escassez de clientes, nenhum baeta é do Porto), analistas de cenários de guerra ("O culpado disto tudo (repare-se na absoluta certeza) é dos espanhóis... eles pescam nas águas marroquinas e oprimem os árabes. Eles chateiam-se e mandam aviões contra as torres. Depois têm que ser invadidos claro está. São torcidos... só estão bem em guerra e a levar nos cornos."), psicólogo e confidente ("O meu amigo amigo pense bem no que está a fazer... não destrua a sua vida... eu sei que a outra tem mamas maiores, mas a sua mulher apesar de velha é rica... deixe-a morrer primeiro... se for preciso depois toma o viagra, homem!"), em casos mais extremos tem que passar por conselheiro espiritual ou mesmo exorcista ("Eu sei... a patroa lá em casa também era assim... tinha o belzebu no corpo era o que era! Mas foi remédio santo! Apanhei-a em casa sózinha sem os putos, que estavam com a avó em Linda-a-Velha, aproveitei o facto do nosso Benfica ter perdido e a arreei-lhe forte e feio, pronto! Acabaram-se as complicações... anda calminha e está sempre na cozinha sem chatear ninguém.").

Tem que estar sempre bem disposto com piadas "modernas", que embora sejam um tanto repetitivas, podem ser "aplicadas" em todas as faixas etárias - "Vamos com calma que eu estou com pressa", para dar um pequeno exemplo.

Lembro-me quando era mais novo ouvia a minha mãe dizer "Já tens 4 anos! Já és um homenzinho! Já não podes ter medo (eu não tinha medo... não curtia era quando ele me dobrava as orelhas todas ou me penteava por cima delas com aquele pente que me fatiava as cartilagens) do cabeleireiro" (as senhoras não gostam muito do másculo termo "baeta" ou "barbeiro"). Ainda hoje oiço essa lenga-lenga, mas como chatagem... "Já tens 20 anos já tens idade para [escolher uma das seguintes tarefas] :
a) Fazer a cama
b) Limpar o pó
c) Aspirar a casa
d) Ir não sei aonde buscar batatas porque as merceeirias da zona estão todas fechadas
e) ...

Qualquer dia arranjas uma rapariga e como é? Achas que elas querem rapazes que não trabalhem?". Quer faça as coisas quer não, há sempre qualquer coisa que falha... Era mais fácil pedir directamente e avaliar a minha disposição consoante a forma como fugia à questão.



Os meus colegas amigos dizem que as "amigas" gostam de rapazes com cabelo assim como eu tenho (à cão :o) ) porque é como os "coninhas" (palavras deles, não minhas)com graveto têm... também reconheço que com esta medida de cabelo posso fazer headbanging (para quem não sabe é "abanar" a cabeça ao som do purificador metal sem ficarmos tontos, fazer tipo hélice com o cabelo é o mais fixe, sem algum cabelo e sem muita prática para não lixarmos o pescoço todo, não dá....) com uns efeitos fixes no cabelo. E ainda por cima está frio... vou tirar o meu gorro natural. Também não devo levar nenhuma carecada. Depende muito das vezes que o baeta se engana a cortar e que tem que equilibrar do outro lado.

Logo se vê.


PS: Meti música aqui no blog. Fica muito pesado/demora muito tempo a carregar? A música "come-se"?

segunda-feira, dezembro 01, 2003

Boooaaaa Taaarrrrde!

Cá estou... cheio de frio. A minha casa em Lisboa é mais fria que a de Almoster que, para além de ser mais no interior, tem paredes com quase um metro de espessura. Vou omitir o facto de ter dormido com uma camada de 6.5 cm de cobertores o que dificultou bastante o trabalho dos pulmões, como me falhou o oxigénio ao cérebro adormeci que foi um instante. Também não convém muito dizer que tenho a sola das pantufas deformadas por encostar tanto os pés à lareira... "Cheira a borracha queimada!" - "Fui eu que meti um bocado de pneu na lareira para dar cheirinho à casa!". O que importa é que estou com mais frio do que tinha lá. Até suporto bem o calor. No verão é só noticias de pessoas a desmaiar com o calor e eu andar descontraido (não confundir "descontraido" com "completamente atazanado pelo calor").

Ainda por cima há uma cabala contra mim cá em casa (Lisboa)... Tenho umas 6 camisolas de pijama no roupeiro e nenhuma tem calças... quando entro na cama até a pelugem do músculo nadegueiro aplaude pela bravura (para evitar dizer que "Até os pêlos do cú batem palmas").


No último blog estava mesmo péssimista... não sou assim tão apedrejado pelos meus amigos na escola (há que saber distinguir colegas de amigos, embora possam ser os dois, não estava a falar dos amigos no post), há quem goste (recebi um mail e uma mensagem para me relembrar disso) das minhas músicas e do meu blog, dos amigos aceito criticas porque, com certeza, são feitas com boas intenções, agora de colegas que só sabem mandar abaixo (também ando a merecê-las... só estou bem a contrariá-los e a contradizê-los. Também é agradável trocar comentários com o colega amigo do lado sobre o da frente com a clara intenção do da frente ouvir... é a minha veia de bandido) é que fico um bocado lixado.

Adiante.


Morreram 7 espanhóis no Iraque... GNR portuguesa agredeceu pessoalmente à guerrilha por tão nobre feito. Eheheh... Estou a brincar. Não me apetece divagar sobre a guerra do Iraque.


Tenho os dedos entorpecidos do frio e não me apetece escrever mais.
Mais daqui a um bocado sou capaz de relatar os tempos em que ia ter com os meus avós ao Hospital Júlio de Matos (eram lá enfermeiros... nada de tirar ilações sobre a origem da minha maneira de ser e consequente comportamento).

Até já.