terça-feira, outubro 19, 2004

Uma Volta no Carrocel Solar

É verdade... já lá vai um ano desde que me meti neste poço de descarga mental. É mais que certo ("mais que certo"... sendo o "certo" uma condição lógica - "0" errado, "1" - certo/verdade - como é possível ir além de uma coisa que é absoluta? Já arranjei motivo para contestação.... adiante) que jamais alguém se lembraria, ou repararia, que hoje faz um ano que meti aqui o primeiro post, mas cá estou eu com mais um.

Isto agora de ter um blog é uma coisa demasiado banal... toda a gente tem um! Na grande maioria dos casos metem um ou dois posts de nome "teste" e depois a coisa morre (amigo CÆSAR Metalleirvs, não é contigo). Outros, por seu turno, pensam que têm o melhor blog do mundo e passam os dias a contemplá-lo sempre com a esperança que têm um novo comentário (quem por esta altura já me incluiu no segundo grupo que se desengane... eu tenho consciência que isto não é lá grande obra, só escrevo palermices. Estou-me a larar para quem não gostar ou se sentir incomodado ou mesmo para quem isto não surte qualquer efeito). Existe ainda um crecente grupo que posta emails "cómicos"... daqueles que já recebemos em 2002, juntamente com 5 chain-letters, mas que é sempre agradável (+w naa +e i xaeakgi|, ups... estava agora a limpar o teclado e isto apareceu aqui. Também já me aconteceu tentar afastar um insecto do monitor com o cursor do rato. Isto de morar em frente a um jardim tens os seus pros e contras... há uns dias atrás tinha uma pequena osga na parede do quarto. Foi realmente fabuloso! Mas como não vivo sozinho tive que pedir desculpa ao recém-chegado hospede e mandá-lo suavemente pela janela) reler outra vez.

Não sei ao certo com que objectivo continuo a escrever aqui... para mostrar uma presumível criatividade minha não o é certamente visto que não preciso de provar nada a ninguém. Para cativar a simpatia de raparigas muito menos será, escrevo tanto de uma vez que cada post acaba por ganhar contornos a roçar «rés vés» Campo Santana os limiar do aborrecido ao invés do aprazível. Talvez seja para agradar a alguns amigos ou, mais simplesmente, para queimar tempo (o que é muito improvável, tenho mais coisas para o estoirar).

O que poderei eu escrever aqui para post? O regresso às aulas? Já o fiz mais ou menos no último post e apenas iria acrescentar que estou a aprimorar as técnicas de bocejar apenas com a narina contrária à posição do professor e a de me espreguiçar somente com os dedos dos pés.

Resta-me meter um pequeno excerto das minhas férias e do Estoril Historic Festival 2004 ao qual assisti ao vivo (eternamente grato Zé «Grande Mestre Feiticeiro» por tal dádiva, que o Espírito do Cavalo continue a correr livre nas planicies por ti. Não confundir com o Jezué Toinhó que, apesar de volta não volta ter as suas quebras (como qualquer um de nós as tem), não deixa de ser bom rapaz).
Por escassez de tempo irei optar apenas por falar das férias. Mas irei desenvolver o EHF em breve.


Havendo quem prefira ficar enclasurado numa cave gélida a repirar humidade e mofo, ambos cheios de fungos e de outras maleitas que se alojam nos locais mais recônditos da natureza humana (não percebi onde quero chegar...), com uma fugaz e eternitente luz artifícial, agarrado a uma caixa a quem chamam de "ordinatór", durante 15 horas seguidas, eu prefiro continuar em busca de mais um agradável passeio.
Este Verão fui três vezes a Portimão (já me estou a tornar fã). Agradeço aos amigos que me convidaram a lá ir («Sôr Lampreia», «Vencislis» e aos meus progenitores) e digo que adorei o acolhimento, sem discriminar nenhuma das estadias.

Recordo com especial carinho as idas de "cámiunete"... todos a passarem meticulosamente à frente para que os outros não lhes passarem à frente ("já os meus pais me encinaram, iducação acima de tudo... sempre mincinaram (esta gentinha dá muitos erros de ortografia e repetem-se muito) a respétar os óutres mas eista arraia jovem sãe uns malcriadões (...) e não se lhes pode facilitar, mas qué isto?"). O motorista a cortar bilhetes parecia que estava a dar milhos a pombos. Apesar de ter lá chegado mais cedo que muitos dos que entraram primeiro, fui o último a entrar. Mesmo asism era olhado como se tivesse sido o primeiro a entrar após ter passado à frente de todos.

Quando finalmente entrei (10:27) o "velho" que estava no meu lugar (teorema fundamental dos lugares de camionete: há sempre alguém no nosso lugar que teima em que aquele é o lugar dele porque entrou primeiro, não há lugares marcados ou porque eu sou um "malcriadão") já lhe estava a dar num "granda" prego no pão. Quando a camionete finalmente começou a andar a "velha" atrás de mim começou a rezar o terço com uma estridente rumorejante voz ("qué preciso éca gente chegue lá bem!"). Já no fim da Ponte 25 de Abril, estava um veículo de uma senhora com o "capôt", porta-bagagens, porta-luvas e portas todas abertas para apanhar ar e arrefecer (se está avariado tem que se abrir tudo o que der para abrir para dar a imagem "hollywoodesca" de avariado) a ser ajudada por um mecânico de bigode amarelado pelo cigarro sempre acesso no canto da boca, vestido com um fato de treino azul-escuro, com uma risca branca e um fechos daqueles que fazem uma marreca à frente, todo ele com ar de "isto é reparação para uns 600/700 óires" (é verdade... a falta de gasolina pode provocar danos irreversíveis a nível dos amortecedores e na direcção). Já para não falar no auxiliar do mecânico, barrigudo, calças de ganga lassas e em baixo, uma camisola da selecção com um colete amarelo flurescente com bandas reflectoras por cima, que passou o tempo todo a olhar, com ar de bloqueado mental, para os carros a passar.

Quando chegámos a Almada (10:58) veio mais uma remessa de gente. Uma das senhoras cumprimentou, toda radiante, os passageiros - "bom dia a toda a gente". A velhota que estava atrás de mim levantou-se a correr com uma banana na mão a pensar que era a primeira ida ao W.C.. Mal partímos, deu-se o caso do jogo.... 2 jovens, que estavam nos lugares da frente, levaram o caminho todo a levar nas orelhas por terem, passo a expressão, "cagado os assentos com iogurte". "Ainda nem há 10 minutos saímos e já estão a comer...em cada viagem que faço não posso mandar lavar o autocarro. Os senhores não gostam de encontrar o autocarro sujo quando entrão pois não?". Curioso foi a "velha da banana" a refilar lá para com ela - "jovens malcriadões... não fazem isto em casa deles" - enquando palitava os dentes com o mindinho (boca toda aberta, braço torcido e palma da mão para cima) e fazia barulhos de sucção ao contrair as bochechas, retirando enormes porções de plátano os quais eram colocados no forro do banco da frente, onde já anteriormente tinham sido colocados os "fios da casca" da banana.

Em Aljustrel (12:21), o homem do prego foi visto ostentando uma fenomenal geleira azul. Como é que esta malta consegue ir de camioneta até França se para uma viagem que nem percorrer meio Portugal, comem que nem ursos pardos em pré-hibernação?

Chegádos quase ao fim do trajecto, e em estrada mais sinuosa, a velha do banco de trás mais uma vez faz questão de me lixar o juízo. Agarrou-se ao meu banco, exalando um putrefacto bafo seco, de quem passou anos a inalar uma mistura de naftalina/cânfora com um forte hálito de quem comeu uma banana madurinha.
Por esta altura acabou-se me o guardanado de pastelaria onde estava a fazer o diário da viagem...

Relembro-me de outra peripécia em camionetas noutra ida para Portimão, desta vez na segunda ida.
Mal começou a viagem deu-me uma vontade de mijar daquelas que aparecem quando estamos a chegar a casa (efeito psicológico instantâneo que ocorre assim que estamos perto, mas não o suficiente, do mijatório) - "como é isto possível se ainda agora mijei?".
Ainda pensei pedir ao motorista mas como tinha cabeça (não apenas a cara portanto) de casmurro desisti da ideia. Foi então, num magnífico acesso da mais pura das inteligências e fruto de um raciocínio sagaz, que conjecturei - "ora ter vontade de mijar (repare-se na contínua utilização da palavra "mijar" para entoar o aflitivo aperto que sentia na bexiga) é contrário a ter sede... tal como seca é oposto de dilúvio.
Comi um pacote de bolachas Maria com mais de 8 meses de armário (secas que nem terra que foi à estufa) é o equivalente a induzir sede ao organismo.
Resultado... fui o resto da viagem com uma contínua necessidade fisiológica de carácter líquido a incomodar-me, boca de tal modo seca que até as gengivas gretavam e o céu da boca estalava de agonia e, para ajudar, parecia que o meu estômago estava a andar no Twister da feira-popular com um esófago a pedir vómito . Com isto tudo, levei cerca de 4 semanas a chegar a Portimão.

Em Portimão, mais propriamente na Praia da Rocha, reparei nalguns promenores curiosos: A Rainha do Artesanato vendia raquetes da "Costa Del Sol" e estava cheia de bolas e baldes, em plástico ordinário, com figuras alusivas aos Pokemon para a criançada levar para a praia; Índios da América Central criteriosamente ornamentados como os índios da América do Norte a tocar músicas do Richard Clayderman e dos Modern Talking em versão Chill-Out que mais parecia um midi desses que se encontram espalhados por essa internet fora; Por fim... lembro-me de um restaurante algarvio típico eu que o prato do dia ao longo de vários dias da semana e ao longo de várias semanas, foi sempre lombo de porcom assado com esparguete e ketchup (há quem prefira a salada, em vez do ketchup, como acompanhamento). De salientar a tradução para um inglês fluente - "assed pig meat with bolonoise sparghetti". Pronto... a tradução já foi invenção minha.

E assim termino o post que comemora o primeiro aniversário... reformulei o aspecto do blog, que agora tem uma foto tirada por mim. Pode não estar tão bem "arrumado" como o outro, mas foi feito em grande parte por mim, não há desculpa para aparecer outro igual.
Todo o assunto que aqui foi tratado, tal como nos anteriores posts, é sério e com profundos interesses políticos e económicos para a nação... ou então não!
Agradeço profundamente aos que tiveram paciência para ler isto tudo até ao fim, se tivesse tempo teria escrito ainda mais, e sobretudo a quem lê o blog regularmente e o comenta ainda que pessoalmente.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Chagas da Modernice

E pronto... finalmente um comentário! Tinha prometido a mim mesmo que não iria postar até alguém comentar o que tinha escrito anteriormente, assim o fiz. O comentário foi escrito por alguém que não tinha obrigação (sim, obrigação... é uma espécie de moeda de troca pelos meus posts, só assim vejo o meu trabalho reconhecido) de o fazer, visto que já tinha falado comigo por várias vezes e, principalmente, porque ele estava presente no narrado dia, mas fê-lo. Depois daquele esmero todo que tive nem um comentário. Para castigo perderam-se vários posts... um deles, para fenómeno inédito, ia gozar fortemente comigo mesmo. Passou o tempo e já não há hipotese de voltar atrás. Para piorar a minha vontade constatei que tive um aumento de visitas diárias (tenho 600 visitas em que apenas somam visitantes únicos (eu não conto) num dia e não várias visitas do mesmo)... mas ninguém se acusa. Será que há quem "leia" o meu blog só para efeitos de plagio? Já encontrei quem tenha o aspecto geral muito "parecido" (vou criar uma template com coisas demasiado pessoais que qualquer tentativa de alteração só a irá desfigurar), só espero não encontrar o mesmo género de conteúdos noutros blogs. Eu, aquando da revelação dos blogs (graças à aclamada ninfa (que nunca escreveu nada nos comentários mas, acredito que seja para preservar a sua identidade dos demais leitores)), não tinha a mínima referência no que neles se escrevia, apenas usei o meu estro.

É que a ideia com que eu fiquei é que quem leu este meu último post se sentiu de tal maneira diminuído que até o prepúcio lhes ganhou pregas. "Ai ca nojo! Lésbicas boazonas a comerem-se... blergh! Eu é só rapazinhos sem barba e bem lavadinhos com sabonete". Não sei o que se passou... elucidem-me.

Continuando...

Para relembrar a história dos 80 euros para desempenar o eixo do carro... fui à minha oficina oficial (que pertence a familiares genealogicamente afastados) e, após medições feitas com uma precição kafkiana, constactou-se que a referida divergência era de 4 mm. Resumindo, queriam haurir-me dinheiro. Encarreguei os preparadores técnicos de tratarem do "problema" e substituir um tubo na máquina (um tubo de refrigeração que tinha sido encomendado de Itália há uns meses e que ainda não tinha sido substituído, para o montar é preciso desmontar muita coisa à volta do motor, ou seja, muita mão de obra). Para concluir, arranjaram o eixo, trocaram o dito tubo, renovaram o líquido de refrigeração e ainda me lavaram o carro, tudo por 60 euros...


Isto agora é tempo de aulas... e em tempo de aulas as únicas coisas que não tenho são imaginação e força de vontade. As aulas são uma debelitante contradição ao bom senso que a sociedade teve que criar, para quê? Se os macacos nascem ensinados (e nós que descendemos dos macacos...) porque raio teriam que inventar a escola? É estar a desafiar todos os seres e forças que formam o Universo ... ao termos escola, a sabedoria, por transformação progressiva nas espécies, deixa de nos estar inerente à nascença. É uma escandalosa retrogradação na Natureza.

Para mim a escola é como um desenho animado... se nos distraímos um bocado começamos a sentir o chão a faltar-nos aos pés e, assim que nos apercebemos do que nos está a acontecer, caímos pelo penhasco abaixo. Basta estarmos um nadinha confiantes e em pouco tempo estamos a comer com uma bigorna com a insígnia "5 ton" pelos "cornvs" a dentro. Até quando alguém aparece cheio de boa vontade para nos oferece alguma "coisa boa" é mau sinal porque mais não é que um embrulho cheio de barras de dinamite (o segredo, apenas neste caso, é devolver a prenda no fim do pavio... se alguém conseguir aplicar isto na vida real que meta em comentário (logo a seguir a ter escrito isto lembrei-me... um fulano X engravida a rapariga Y, e ao fim de 8.5 meses passa-a ao rapaz Z. No Texas, um fazendeiro de nome John (americano que se preze chama-se John), passava-as ao próximo assim que o "rebentar das águas" ocorria)).

Outra coisa que não consigo entender é o alarido todo à volta da colocação de professores nas escolas. Para quê tanto celeuma? Tirando os mais "coninhas", ninguém gosta de aulas, nem professores nem alunos (os pais sádicos gostam de aulas para manterem a "pequenada" entretida). Os alunos, com um grande sorriso numa cara cheia de sardas e de pó de andarem a rebolar pelo pátio da escola apenas por irreverente carolice (para não falar nas mangas das camisolas de malha grossa cheias de ranho de se assoarem constantemente) dissem que só têm aulas para o mês que vem. Os professores nunca falam em dar aulas... referem-se sempre ao facto de não saberem o que vai ser do seu "emprego", eles querem é o graveto dos contribuintes, nunca se mostraram preocupados com as crianças, que já não nascem ensinadas, se elas permanecerem numa alegre e serena ignorância é problema dos pais... que as eduquem. Para ser sincero, os professores são ninhos de problemas, sem eles não havia que estudar doentiamente, não haveriam más notas, não haveria abandono escolar e consequente trabalho infantil, crianças a coserem carteiras, bolas e sapatos no Bangladesh ou no Burundi, jamais se veriam crianças em plantações de cocaína na Colombia, seria impossível ver crianças desde manhã cedo em salas húmidas, fechadas de um mundo livre e belo, para serem submetidas a lobotomias psíquicas, a frio e sem condições que garantam a sua sobrevivência, a que eles chamam de "lição", enfim... uma infinidade de calamidades e de cenas decadentes.


E pronto... já escrevi qualquer coisa (certamente terá sido um dos piores posts). Agora vou para a praia até que o Inverno volte e que me obrigue a escrever mais qualquer coisa para o pagode.

PS: voltei a meter música de fundo porque assim me apeteceu. Como não encontrei midis de Incubus (infelizmente constatei que existem e andam a espalhar-se por aí que nem abelhas africanas) tive que remediar com uma música dessas menos conhecidas de Motörhead (ah sarcasmo que me envenenas a alma, maldito sejas!).
"Bebo um copo de whisky de boa vontade. Eu nem costumo beber desse, mas tenho a garganta tão seca..."

sábado, agosto 21, 2004

O Dia Que Deus Criou

Hoje, certamente, será um dia de férias para recordar separadamente de todos os outros dias. Será um dia singular e não uma sucessão de dias que ditam um acontento. Hoje foi um dia que ditou vários acontecimentos...

Bem... na realidade o dia nem começou lá muito bem. Fui à gasolineira do Lumiar para alinhar a direcção e saí de lá com a ideia de que me queriam "comer" 80 euros para desempenar o eixo dianteiro à marretada... irei averiguar, através de fontes fidedignas, se é realmente este o preço a praticar.

Fui para a praia (terei infelizmente que omitir a praia em questão para não se tornar local de peregrinação, o que, de certa forma, me vai obrigar a preterir muita minudência encantadora) com o meu amigo, e companheiro de guerrilha, Vencislis. Fomos com o objectivo de respirar ar purificador (até respirámos bastante ar graças ao vento que se fazia sentir, a areia que se levantava, essa... ajudava o ar a ir para baixo, até parecia que o bolo de noz tinha a casca como um dos seus ingredientes).

Para primeira visão fascinante, a caminho da praia, vimos um dos primeiros Porsches 911 bastante estimado, modelo da decada de 70, cor de laranja e com um trabalhar estrondoso. De regresso a casa vimos os carros que nos movem as paixões... para começar um Lancia Delta HF Integrale Evo II Giallo (para os leigos é amarelo Ferrari e só fizeram 220 para todo o mundo). Não tinha sido percorrido mais de um kilometro e paralizámos a ver um Ferrari Testarossa, ainda estávamos a discutir o feito de ter visto duas belas peças de engenharia e design quando passa por nós outro Testarossa... a nossa aura enalteceu-se ainda mais.

Bem... também tínhamos visto antes na praia (daí eu vir-me forçado a olvidar a praia a que fomos), duas raparigas de cara linda e primorosamente bem feitas (ou seja... não eram cavalonas mas eram ligeiramente altas, não tinham mamas dignas de gado bovino mas ostentavam umas glândulas mamárias de tamanho ideal e tinham os dentes merecedores de um anúncio a pasta de dentes) a apanhar banhos de sol. Ia-me esquecendo de dizer que estavam ambas em topless e demonstravam uma grande intimidade uma pela outra. Intimidade suficiente para estarem abraçadas, tirarem areia de forma minuciosa dos seios uma da outra, o mesmo se passou em relação às partes posteriores carnudas e globosas que formam a parte superior e posterior das coxas (muito bem tratadas e desenhadas por sinal). Estas belas criaturas, que o Senhor projectou e criou com tanto esmero e apuro, por vezes juntavam delicadamente as testas e cobriam as suas faces com uma toalha para ocultar a união duns formosíssimos lábios, união que resultaria, certamente, num prolongado ósculo. Mesmo que este acto não fosse encoberto também nos seria impossível vê-lo tal seria a intensidade luminosa a ofuscar-nos a vista... por um lado fiquei aborrecido por não ter levado a máquina fotográfica mas no fundo congratulo-me e rejubilo-me de não a ter comigo... era estar a profanar algo tão divino, toda a plebe quereria ver as exposições sem saberem o que é Arte. Será uma memória apenas nossa! Diziam os mais doutos e eruditos gregos que a relação entre dois homens era a mais soberba e entre duas mulheres a mais reles... uma coisa vos garanto, ou eles eram panascas doentes (que é mais que certo para grande parte da população portuguesa depois do Euro) ou nunca vislumbraram tamanha extravagância e luxúria.

Assistir a todos aqueles movimentos que mais pareciam uma coreografia sublime e majestosa, era como estar coberto de frias nuvens brancas e vivas que geravam uma ansiosa inquietação profunda incitada por um desejo imoderado e sôfrego.

Poderia estar aqui eternamente a tentar descrever o que vi que jamais conseguiria expremir a intensidade daquela "abalo moral" pelo qual me deixei fascinar.


Os três carros italianos foram avistados ainda sobre o efeito daquele avistamento e por isso, de certa forma, até foram desvalorizados... mas, aconselhado pelo Vencislis, tive que expôr os acontecimentos por ordem crescente de efeito exaltador de emoções, começar pelo melhor era pôr de parte o resto, resto esse que isolado causaria grande delírio.

quarta-feira, julho 14, 2004

Once Upon a Time in Rock in Rio

Têm sido poucas as criaturas que têm visitado o meu blog... não lhes deixo de agradecer por lerem isto de castigo só para dizer que são meus amigos (ou então só o lêem porque têm medo de serem algum dos alvos visados nos meus posts). Com menos gente a ler isto também o incentivo é menor (já referenciei umas 124 vezes mas foram prezes que não tiveram grande apreço), agora em época de exames os posts ainda vão ser mais escassos.
Já não irei prometer post nenhum que tenha escrito em papel, porque entretanto passa o prazo para o postar, e meter uma coisa desactualizada é sempre bera. Mesmo assim vou escrever o que se segue porque achei que pudesse agradar a alguém. Confesso que tinha isto escrito em papel há bastante tempo e só hoje me apeteceu passar para o Blog, como já é um assunto um bocado fora de data, reduzi ligeiramente.


No solo da Terra Prometida o pó se levantava (muito por sinal). O voar agitado dos pássaros (os aviões com vôo rasante não contam) pressagiavam uma noite de tormenta, a profecia concretizou-se com um catrapázio de horas a incinerar pagões.

Dizem os velhos que aquela cerimónia é executada para acalmar os espíritos perdidos e para os Deuses serem generosos e nos brindarem com um mundo melhor, outros diriam que que não passa de um ritual onde aquela massa de gente vendia a alma ao Diabo em conjunto. Bem... à parte da referenciada poeira (o National Geographic se quisesse fazer um documentário sobre as tempestades de areia no norte do Sahara só tinha que editar o som vindo do palco para algo que se assemelhasse a um camelo com cio ou ao chamamento aflito de um dromedário em fase de amamentação que se viu perdido da sua progenitora. Em caso extremo dizia-se que os gritos do público eram o povo do deserto a pedir auxílio a Rhá. Um sequela de Tempestade no Deserto também teria ali um bom cenário, se aproveitassem a introdução da One dos 'tallica nem eram necessários grandes efeitos especiais) e das senhas para comprar o que quer que fosse no recinto e que só podiam ser rebatidas no fim do espectáculo, não sei como é que aquele batalhão de pessoas (98% veneravam o Diabo) podem contribuir para um "mundo melhor"... 53 euros...? Sim senhora... assim ficamos todos pobres e não há cá diferenças. Só com a publicidade existente em toda a área (e cá fora também) e que se teve que gramar no intervalo das bandas, com anúncios nada manipuladores, devíamos ver aquilo quase à borla.

Quanto à música e às bandas... como não sou crítico de música e como o assunto já foi mais que analisado, não irei dizer nada. (Se dissesse algo seria altamente tendencioso e uma das bandas alvo pela negativa e que eu iria exprobar é apreciada por alguns dos leitores... mas porra! Incubus no dia de metal? Fiquei com dores nos joelhos e começou-me a dar o sono só de estar à espera... "Cala-te que não sabes o que dizes! Foi das bandas que esteve melhor! blah blah" ah...! 'tá bem... foram fazer promoção do novo album e não dirigiram a palavra ao público, nem para nos ofender ou agadecer, mas foi bom...! Uma mortificação de hora e meia é sempre bastante agradável. Agora a sério... foi dos melhores momentos em que consegui respirar, seria porque estava tudo sentado à espera que acabasse?)

Pronto! Já está por hoje... como não tem assim muita piada e nem nada muito imaginativo deixo esta pergunta em aberto:

Como será um filme porno com som prológico/surrond? Será que se ouve uma mama a balouçar (som curioso, levou anos a digitalizar) atrás da cabeça e algo mais a chapinhar à frente? Ou será que o produtor prefere localizar a "acção da boa" no espaço? Podem tentar dar opiniões no comentários. No entanto há uma certa pessoa que não pode fazer qualquer tipo de comentário a este respeito visto que no post anterior escrever relativo a estes assuntos "pixotéricos" sem ser caso para tal.

Até breve... ;)

terça-feira, junho 01, 2004

O Dia da Criança

Hoje peguei num papel, enquanto esperava pelo metro, para escrever umas ideias sobre o meu dia, o Dia da Criança. Ideias essas que se tinham formado ao longo do curto trajecto para a estação (sub-entendido que tenho metro à porta de casa), mas a música de Pan Pipes genérica que lá tocava, no local de embarque, acabou por me fazer uma lavagem cerebral com aspiração, sabão extra e polimento, já para não na vontade de me atirar para a linha que cada vez era mais forte. Fui salvo e liberto do transe pelo apito que anunciava a chegada do comboio.

Ao chegar ao Campo Grande, com a entrada de umas amigas engraçadas, lá recuperei, apesar delas terem saído logo na estação a seguir, na Cidade Universitária, deu para revitalizar a mente. Lembrei-me então dos tempos em que a escola ia todo em peso à Feira Popular para dar uma volta no carrocel mais barato, apesar de serem todos à borla, éra-nos dito que só podíamos andar naquele. Geralmente era um carrocel com cavalos pintados de azul, verde ou vermelho e eram vigiados por um espanhol barrigudo, cabelo seboso, hálito a Zyklon B provocado pelas gengivas corroídas, ar de pedófilo e respondia ao nome de "sr. Henriquez".
O espanhol mudou-se para o Sri Lanka por ter a sua actividade com crianças mais facilitada, a feira popular já não existe...

Por falar em pedófilo... o Paulo Pedroso já não vai a julgamento e vai processar os pretensos difamadores. Um amigo meu (como tem sido hábito no meu blog, irei manter o anonimáto, apenas, e para ajudar à narração, irei apelidá-lo de Tó Zé) ficou desgostoso e completamente destroçado com a notícia... não parava de se lamentar e questinar sobre a justiça da vida, "Como é posível isto acontecer...? E agora os ténis... os ténis? Terei que os devolver?". Ficou um bocadito mais animado quando o confortámos que o Hugo Marçal não iria reclamar a camisola do Jardel, o que é estranho porque o Tó Zé é do Benfica.

E pronto... lá se passou mais um Dia da Criança... ainda tentei pedir um balão a um palhaço mas o bobo saltimbanco afastou-os do meu alcance e com ar desconfiado aidna perguntou com voz de Olavo Billac, "Diga?"

Porra... nem um cabrão de um rebuçado ganhei...