quarta-feira, janeiro 07, 2004

Começo bem...

Cá está o primeiro post para o ano do Senhor de 2004.
Espero que se tenham divertido na passagem de ano.

Sinceramente aguentei até agora sem escrever porque, com os exames à porta, se há coisa que não tenho é imaginação. Bonita época esta em que o estudo nos consome e a depressão nos corroi... :o(
Tenho ido, nestes últimos dois dias, para a contaminada sala de estudo e, por mais barulho que esteja, rapidamente sou corrumpido pelo sono.
Chateia profundamente ver que o nosso esforço se reduz a isto [Avaliação das Cadeiras em Electro]

Isto de estudar no IST é de doentes... dei por mim a preferir arrumar o quarto a ter que estudar. Como chocolates, que é coisa de raparigas, até esvaziar a caixa. Depois lá tenho que ir beber água e trepar as paredes à dentada para tirar as vozes de dentro da minha cabeça tal é a quantidade de açúcar a entupir-me as veias... cada vez que faço uma investida para acabar com a embalagem de sortido (também gosto muito desta palavra) de bombons da Nestlé, que me ofereceram, já tenho arrepios no esófago cada vez que me escorrega o chocolate pelo estreito.

Oiço reggea para relaxar mas ainda fico pior e perco a concentração. (Não cheguei lá... mas espero que não me lembrem em comentário porque pode causar embaraços)
Será que a amiga bonita, que me tortura por postergar a minha pessoa, está aborrecida por eu não a ter podido ir visitar? Espero bem que não, porque senão dou em maluco... :oS

Até um amigo da minha criação (esta do "da minha criação" também tem piada a meu ver...), de nome Jezueca Tónhó (nome fictício), disse que ser Pandangulasca Abvcnha Falvs tem as suas vantagens... é preocupante! Mas interpreto este desabafo como um curto momento de exaltação após o Sr Embaixador Jorge Ritto lhe ter oferecido uns tennis novos... o discman que lhe custou aquilo que ele vendeu é que não sei quem foi... fala-se num Carlos Cruz ou num Paulo Pedroso mas nada em concreto.
O que não percebi foi qual era o tipo de vantagens a que ele se estava a referir. Se trazia bens materiais, no caso dele se e do namorado do Elton John, se porque evitava as mulheres com a sua complexidade infinita.
Acho que faz parte do "ser mulher" martirizar o homem com o enigma que é o seu comportamento perante as coisas simples... e o que não tem explicação é o quão bem se desenvencilham de assuntos complicados, nem que não seja valendo-se da sua condição para solicitar eficazmente ajuda.

Já agora... espero não ser decepado por causa deste post de mau gosto, prova a juntar às já existentes sobre a influência do estudo/escola no comportamento humano. Ainda por cima o primeiro no ano da graça de 2004.

Bom Ano a todos. (Foi simples esta despedida... talvez porque já seja tarde e eu tenha que ir dormir... quem sabe? Ou então não!)

PS: Digam qualquer coisita para me animarem. Os comentários já estão a funcionar e tenho email para receber cenas mais pessoais. :o)
Espero não arranjar inimigos com este post, mas escrevi só para mostrar que não abandonei o blog. Tenho o cérebro de tal forma anestesiado para não custar muito a morte lenta dos exames que não tenho a noção das coisas, muito menos para ver se estou a ser desagradável... as minhas sinceras desculpas.

domingo, dezembro 28, 2003

Aldeia dos Macacos

Fui recentemente ao Jardim Zoológico para ver os animaizinhos... é pena não terem lá gatos. Lembrei-me de mais um familiar que em tempos se dedicou aos gatos... o meu avô! Como me pude esquecer deste parente que me é tão chegado? E o que o meu avô era (para além de ser o proprietário de uma "gaiola" com criação de coelhos e galinhas a quem os "FDP" dos gatos (nome técnico atribuído pelo meu avô) faziam caçada) aos bichanos? (Regresso estonteante à frase) Era nada mais nada menos que preparador físico.

Preparava os gatos para provas de atlétismo nas especialidades de corridas, que para sprints quer para para provas de fundo. Para os sprinters bastava meter álcool na vávula de escape e lá iam eles... até cheirava a borracha queimada (ou seria a gato queimado? Não percebi... estou a brincar, o meu avô não lhes pegava fogo.), só paravam quando o efeito "adrenalínico" acabava ou ficavam colados num radiador de um automóvel (levando assim a mais uma cena de violência doméstica visto que o carro estava a ser conduzido por uma senhora que o tirou da garagem, sem conhecimento nem consentimento do marido, para ir às compras às escondidas e mostrar às amigas que conduz e que lá em casa ela é que manda... mas porque raio é que o gato se ia lá estampar sózinho? Isto foi no "tempo da outra senhora" em que as mulheres levavam tareias livremente (era um sinal de status social) e não podiam ter a carta como as pessoas... ESTOU A BRINCAR!!! Num acesso de estupidez pareceu-me ter piada.) Para a prova de resistência era preciso um plano mais elaborado. Tinham que se ter mais meios... mas para mero exemplo vou reduzir drásticamente a lista para uma corda (os profissionais usavam fio em fibra de carbono (que por sinal só recentemente foi inventada), os amadores usavam corda de sapateiro) com um metro e vinte sete centímetros e uma lata (os perfeccionistas usavam latas de óleo Selenia 15W40 multigraduado semi-sintéctico). Atava-se a guita à cauda do gato e, na outra extremidade da corda, a lata. Punha-se o gato em posição de largada e dava-se a partida, após contagem decrescente, dando uma palmada no lombo do gato. Lá ia ele a cavalgar livremente pelos quintais dos vizinhos, sempre a fugir de um inimigo que o perseguia de perto. Só cessava o treino quando caía para o lado de exaustão ou a lata acabava por se soltar (não, não era o meu avô que dava nós à menina/(mija sentado). O gato é que ia perdendo peso ao longo da prova e naturalmente ia ficando mais magro e o nó ia ficando mais largo). Não fosse o facto dos bichanos nunca mais serem vistos (a não ser que o carro fosse de alguém da zona, neste caso para além do gato aparecer também a senhora caía das escadas ou descuidava-se e batia com a cabeça na porta) e podiam ter saído dali verdadeiros recordistas mundiais ou mesmo campeões olímpicos.

Retomando ao Zoo... fui no metro (reparei que só existem bancos dos parolos (em que os os passageiros da frente têm sempre os dentes muitos saídos e os olhos muito abertos e nos estão sempre a controlar os movimentos)) e quem é que apareceu na carruagem? Exactamente... o revisor (se tivessem aparecido dois kosovares a tocar acordeão e pandeireta decerto que uma maldição tinha sido mandada sobre mim... o que é impossível porque fui à bruxa e ela deu-me lá as mezinhas dela (não vou dizer quais os ingredientes porque toda a gente sabe quais são... basta verem um instrutivo filme de Domingo à tarde na TVI em que apareça uma bruxa para ficarem elucidados)). e, sobretudo, porque tenho um amuleto contra o mau olhado que comprei através de m anúncio no jornal Ocasião. É um colar em que o pendente é a cabeça de um coelho presa pelas orelhas (uma para cada lado) com os olhos cosidos, nariz com uma argola e com os lábios cortados.). O revisor lembra sempre a várias pessoas que têm que sair naquela estação e que, uma vez no cais, estão atrasadas para irem a um "sítio" e têm que se apressar a andar, sempre a olhar para trás porque com isto dos assaltos não se brincar... a porra toda é se há revisores cá em cima na saída.

Mais uma vez tentando voltar ao Zoo... chegado lá, para além do bilhete, comprei comida para dar aos animais. Um pacote de amendoins e outro com alpista para cágados (da mais miudinha para não se prender nos dentes e eles não se engasgarem). Dei a minha voltinha reservando um tempo extra para ver melhor a Aldeia dos Macacos. Fiquei bastante contente ao reparar que os símios tinham sido prendados com um parque de diversões... puseram andaimes à volta de algumas casas.
Com a breca! (magnífica expressão de admiração esta) então não é que estavam lá dois maiorsitos a acartar baldes de cimento? Apressei-me a atirar amendoins a estes dois para os recompensar pelo truque novo e os gajos, de uma forma quase (um quase relativo, apenas para impressionar o caro leitor) humana, não me pedem (por gestos muito rudimentares é verdade) "minis" para acompanhar? O que os treinadores/tratadores não fazem por estas criaturas... um espantos. Já tinha visto ursos a dançar e caturras a andar de tricíclo, mas pensei que se ficassem por aí... até nem sei se não é proibido explorar os animais desta forma. Cá para mim acho que os animais deviam ser todos restituídos ao seu habitat natural... camelos para o deserto, cabras para as montanhas e os macacos para Cabo Verde.


PS: O servidor dos comentários tem estado em baixo, o que torna o blog muito lento a carrregar... no entanto recebi um "comentário" por mail muito bonito :o). Atitude louvável e de grande valor.

terça-feira, dezembro 23, 2003

O Meu Primo e os Gatos

Com o aumento do frio há também cá em casa um aumento do cheiro a gás, ou seja, mais uma prova que os aquecedores (os eléctricos principalmente) são perigosos.

Ultimamente, não sei porquê, cada vez que se liga aquilo fica um cheiro a gás muito intenso no corredor... talvez seja por habilidade do meu pai. Esta situação não podia continuar e, para tal, tive que averiguar de onde vinha o cheiro. Como às vezes tenho umas ideias acima da média, que maneira melhor para ver de onde vinha a fuga (ver mesmo, não é descobrir de onde vem a fuga, é preciso ver, "sentir" (sentia.... depende do grau das queimaduras!) a experiência, empirismo puro) do que com o auxílio de um isqueiro? Era só seguir a ténue chama... podia ter corrido tudo bem e eu ter-me tornado herói nacional (se a notícia da tragédia tivesse passado na TVI de certo que diziam que tinha tomado aquela atitude para salvar os meus pais de uma morte certa por asfixia) não fosse ter sido repreendido e terem-me tirado a ferramenta de trabalho das mãos... foi pena!

O que vale é que o cheiro até proporcionava um ambiente relaxante. Prova disso é que a cadela pertencente à vizinha da frente (o "pretencente" estragou os planos a quem se preparava para dizer "Eh... chamou cadela à vizinha..." pensando que eu ia dizer "A cadela da vizinha") estava deitada de lado no hall de entrada a repousar... "sessugadita" com a língua de fora poisada na pedra mármore e os olhos semi-serrados. O que é um feito único visto que a fera fugida do inferno só está bem as rosnar e a ladrar, nem que seja sózinha... reage como um torpedo (ser um salsicha ajuda com esta analogia ao torpedo, porque de resto nem é muito rápida em velocidade de ponta... é mais de fazer espectáculo aos saltinhos e círculos à volta do mesmo local) às palavras código "passarinho" e "gatinho" precedidas de "Olha o" e concluidas com "Tofa!" (aí sim, a Tofa desloca-se em linha recta em direcção ao objectivo. Já conseguiu abifar 2 pássaros da gaiola, que está na parede, e que pronta e orgulhosamente os foi buscar à cozinha para mostrar à dona, que por sinal ficou muito "contente".)


Por falar em gatinhos... tenho um primo que gosta muito muito de gatinhos. :o)

Os gatinhos é que nem para eles próprios são bons e fazem aquele ar provocador a pedir que lhes façam mal... o meu primo como é boa pessoa e não consegue dizer que não... ele não tem culpa. :o)

O meu primo atrás do gato muito devagarinho:
-"Anda cá... tenho aqui uma coisa para ti.", "Vá... não sejas teimoso... mais cedo ou mais tarde tens que ir lá!"E o gato nada convencido antevendo a incerta e frágil sorte que lhe está reservada:
-"Miaauu...?" com um ar aterrorizado e completamente inerte de pânico. Mas a vontade de fugir não foi maior que a parte fraca que cedeu a tanta "bondade". Foi agarrado brucamente pelo pescoço e, antes que se arrependesse e conseguisse abrir as mandibulas, foi arremessado para o meio do tanque para tomar um banhinho...
-"Quem é amigo...?Hein?"
-"Olhe que o gato afoga-se!"
Disse eu num momento de compaixão pelo gato, vendo-o a dar às patas e a ir ao fundo... até teve a sua piada sabendo agora que o bichano já estava "habituado".
-"Não se afoga nada, não tenho cá gatos maricas... ele até está a gostar! Um bocadinho de exercício só lhe faz é bem. Olha o gajo todo contente ... (olhando para o felino em aflição) parace um lorde..."
-"Deixa-o nadar à vontade... é um atleta, precisa de muito espaço para "trénar"
(treinar)."
-"Queres brincar um bocadinho com a bola?" Ao mesmo tempo que atira uma bola de basquete antiga lá para dentro. O gato em dezespero lá se tentou agarrar à bola, mas quanto mais tentava trepá-la mais tempo passava dentro de água. Vi cada vez mais o fim do gato, ele cada vez com menos força nos movimentos e completamente dentro de água com a boca e olhos abertos e ainda a tentar espernear mas já mentalizado que tinha chegado o seu dia do juízo final.
-"Pronto! Por hoje já chega... já nadaste muito!" Enquanto pegava numa vassora para o gato se agarrar e o puxar para cima.
-"É que depois eu já sei como é... habitua-se e não quer outra coisa. Anda depois aí o dia todo a pedinxar." olhando para mim enquanto metia o gato em cima do muro para apanhar um banhinho de sol como qualquer banhista. Depois virou-se outra vez para o protagonista:
-"Quem é amigo, hein? Quem é que salvou o menino que se meteu em apuros, quem foi?"
-"É assim é que eles reconhecem o dono... quem lhes faz bem!"


O gato com ar desolado e escanzelado, ainda em choque e não se acreditando que está vivo. Com um olhar distante e vazio e sem fixar nada em particular. Cabeça baixa e sem mexer o corpo. Com a parte de dentro das sobrancelhas levantadas, tentava lamber levemente o lábio inferior num ensaio para voltar a respirar ar, visto ter os pulmões cheio de água. Acabou de perder a confiança em si mesmo, e, por conseguinte, irá se retirar para passar mais tempo escondido debaixo de um carro.


Outro acto de caridade do meu primo para um gato:
-"O gato andava aí com ar abatido... andava em baixo. Virei-me para ele e disse: Anda cá que o André já te mete à maneira para as raparigas."
-"Espetei-lhe
(literalmente...) dois brincos na orelha direita e lá foi ele todo bonito!"

Este meu primo é um erudito do pragmatismo, houve uma vez que fez uma omelete de frango de uma forma muito pouco usual... fê-la com ovos com pintos lá dentro.

Já chega de falar da minha família... e desta vez é que é...

Feliz Natal para todos :o)

PS: Ocorreu-me uma dúvida... "de pequenino é que se torce o pepino" tem conotações masturbatórias?

Já agora aviso que o contador de visitas, que está no fim da página, não conta com as minhas próprias "visitas"... e só tenho 2 comentários. É que nem uma mensagem de apoio depois do que me aconteceu no relatado no último post... :o( Ninguém me liga... vou voltar a enviar emails em vez de postar aqui, assim sentem-se obrigados a responder :oP

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Fui no sábado a território inimigo a fim de descubrir eventuais manobras ou ataques surpresa, em época natalícia, da facção inimiga... e aproveitei para ver se comprava umas botas novas.

Dirigi-me ao edifício que comanda as operações terroristas contra o nosso país, ou seja, fui ao El Corte Inglés. Nesta sede das tropas de Castela, vi o Holocausto... eles têm em seu poder uma arma de destruição apocalitica... vim completamente dessolado, quase sem forças para continuar na resistência.

Vi o que outros não ousam pensar que existe... vi o néctar da podridão humana... estava eu a passar num dos corredores do piso 0, quando vi um gajo mais ou menos da minha idade a olhar-me de maneira estranha, "O que é que este cabravm quer?", de repente um amigo dele aproxima-se e começam os dois violentamente aos beijos na boca... vi dois "homosexvallis panascvs" aos beijos na boca no meio de uma enchente de gente... à minha frente... QUE NOJO!!! Nunca pensei, porque não penso nestas coisas, que me causasse tanto transtorno psicológico. Um homenzinho que vinha do outro lado ficou pálido.


A prova da desmotivação, é que só hoje consegui escrever. Aquela aberração gelou-me o cérebro. A sorte deles é que lá não tinham as botas que eu queria, porque era uma boa ocasião para fazer o tira teimas de que as Dr. Martens doem mesmo quando acertam nas canelas.

Outra coisa que me desmotivou fortemente, para além do episódeo dos "panascvlaris atraqvis di popvs", foi um mail que recebi cheio de fotos de "falos" mutilados ou com "modificações estéticas". Como é que as pessoas conseguem gostar de ver cenas deste género? A mim este tipo de imagens ou vídeos deixam-me doente... É pior que ir tudo ao circo para ver o homem mais peludo do mundo, ou o homem ciclope ou mesmo o famoso homem que consegue tirar caricas com a narina direita (único no mundo diga-se). Eu, sinceramente, fico mais feliz se não souber da existência de um vídeo que tem um cavalo a sodomizar um ponei, ou um homem a meter um "massajador facial" pela uretra a dentro.

Se não escrever mais nada até lá, Feliz Natal a todos.

PS: também recebi um mail do professor de AED por causa do nosso projecto (ainda só se entregou o pré-relatório) e o homem já está a dizer que aquilo está demasiado confuso... porra! Não quero passar outro Natal a programar. Estou em Electrónica não estou em Informática...
PS2: este post está uma bela porcaria, mas foi mais um desabafo do que um bom fruto colhido (muito humilde que eu sou... lol. Mas como também me riu daquilo que escrevo, não deve estar assim tão mal) das árvores da minha imaginação.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Ao que parece aqui a minha zona tornou-se zona de saldos...
Ontem dois salteadores de viaturas, em busca de telefonias e outros tesouros, actuaram sobre quatro sarcófagos.
Partiram os vidros e de lá retiraram o espólio com valor comercial num qualquer receptador de "arte sacra".

Mas, ao que parece, um segurança do meu prédio apercebeu-se da situação e contactou a Autoridade Local Responsável pela Preservação do Património.

Chegou prontamente ao local do auto e ainda apanhou um dos "inocentes" (até se provar o contrário, eles são cidadões como outros quaisquer. Tendo em conta que todos nós falamos verdade, e dado revelar-se alguma insistência por parte do que foi apanhado em dizer que estava inocente, nada temos que desconfiar ou apontar ao homem... por que motivo havia ele de estar a mentir?).

Um "sôr agente" perguntou cordial e cortesmente o que o indivíduo estava ali a fazer e ele lá confessou... assaltaram quatro carros partindo os vidros, escoderam os rádios e afins dentro dum saco metido no meio dos arbustos do jardim e quem era o colega que estava com ele. Pronto... sem confusões nem complicações de maior.

Bom... "quersedizer"... o "sôr guarda" teve que apertar um bocadito com o rapaz, não é...? Ele são muito tímidos, e nada melhor que a boa maneira antiga para desinibir e tirar barreiras que possam obstruir um diálogo fluido e franco. O inquiridor iniciou o interrogatório de forma física, primeiro foi uma paulada com o "cacetéte" nos joelhos e depois nas costas para deixar o indagado mais solto e à vontade, e só então é que se fazem as perguntas, num outro ambiente mais sereno e descontraído. É como nos caracóis, primeiro metêmo-los dentro de água para eles ficarem com a cabeça de fora e só depois é que os cozinhamos. Se for em viceversa já não dá, eles ficam retraídos e nós já sabemos o quão acanhados eles são.
Em todo o caso sempre os podemos levar para a esquadra, para lhes dar a conhecer os seus direitos. Só têm que ler uma folha A4 encadernada com uma lista telefónica pelos cornos abaixo (comparar com sal no caso dos caracóis).

O que importa é que tudo correu bem.